(o processo) ‘Inside out’
Écran em branco como papel em branco, reflecte a escolha zero, ou potência.
A escolha um, ou primeira, é fluidez do desenho que se desenha a si mesmo, desígnio do traço-gesto-pensamento-ideia alinhado nas circunvalações misteriosas do imaginário, uma emulsão de consciente e inconsciente, composto vivo e pulsante.
A escolha dois, ou sucessiva, é a pausa. Aqui há espaço para o olhar se ligar em sentido ao todo. O desenho olha-se ao espelho e toma consciência de si. Antes de voltar a fluir.
A escolha três, ou consequente, é o desmultiplicar do caudal desse sentido. A irrigação das formas.
A escolha quatro, ou manifesta, construção em camadas de negro e cinza, definição de mancha e linha, inscrição do código dos contrastes.
A escolha cinco, ou existencial, o desenho reconhece-se enquanto organismo. Respira cada letra do seu nome.
A escolha seis, ou pragmática, ficheiro, arquivado, acessível para ser reclamado. O pousio.
A escolha sete, ou mágica, é escolhido para ser, em múltiplo do espectro visível, impregnado no papel.
A escolha oito, ou transcendente, ser um entre muitos. Isolado ou associado oferecer-se à percepção alheia.









